A revista Você S/A é show! Várias dicas para a escolha de uma profissão, desenvolvimento de carreira e organização de finanças. Segue uma matéria que eu gostaria de compartilhar com vocês!
As novas tecnologias, a dinâmica acelerada do mercado e a guerra por talentos estão criando oportunidades e mudando a forma de pensar a carreira. Se você ainda não percebeu, está atrasado!
UMA NOVA LÓGICA
As mudanças pelas quais os profissionais e o mercado de trabalho vêm passando subvertem a lógica de que o salário é a coisa mais importante — até mesmo a AmBev, que adota um modelo agressivo de remuneração em troca de dedicação quase que exclusiva ao trabalho, já entendeu isso e há alguns anos está reformulando suas práticas de gestão de pessoas. “Está cada vez mais claro que é um erro acreditar que o dinheiro decide tudo. As pessoas ainda são guiadas pelo interesse próprio, mas não quer dizer que ele seja monetário. Pode ser por reputação, atenção, expressão, respeito, sentido de comunidade”, diz o físico e jornalista inglês Chris Anderson no livro A Cauda Longa, de 2007.
Embora possa chocar, essa nova visão é muito mais uma evolução do que uma revolução. Justamente pelo fato de que todas essas transformações vêm sendo previstas desde os anos 70 do século passado, observa o professor Thomas Malone (leia entrevista com ele na página 36), da escola de negócios Sloan, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), e autor do livro O Futuro dos Empregos (Harvard Business School Press). “A diferença é que essas coisas, agora, estão acontecendo”, diz Thomas na entrevista. Isso faz com que a ideia de crescimento, experiência e sucesso profi ssional não se resuma a salário, diploma e cargo.
Por trás dessa transformação, há fatores como a evolução da tecnologia da informação, o enxugamento das empresas e a terceirização, que deixaram na mão do profi ssional a responsabilidade pela sua qualifi cação. Tudo isso reduziu a previsibilidade da carreira e aumentou a competição no mercado de trabalho, o que obrigou os profi ssionais a se reavaliarem constantemente e a investir em suas carreiras de modo continuado. “Os profissionais não vendem mais para as empresas só o seu trabalho, mas seu portfólio de competências”, diz o professor Antônio Del Maestro Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O que existe de mais novo é que a geração de profi ssionais abaixo dos 30 anos já chega com essa mentalidade e traz outras novas questões ao mercado de trabalho. “Os jovens de hoje fi cam em uma empresa pelo projeto que ela oferece, e não pela marca. Por isso eles vestem, sim, a camisa da empresa, mas por cima da sua”, diz a consultora Stella Angerami, sóciadiretora da Counselling by Angerami, empresa de aconselhamento de executivos de São Paulo.
Além disso, novas oportunidades de trabalho surgem constantemente. “Tenho difi culdade de ajudar as pessoas a gerenciar a carreira na empresa, porque muitas das funções que elas ocupam ainda não têm nome ou sofrem alguma alteração com muita frequência”, diz Marcelo Marzola, presidente da Predicta, consultoria que analisa campanhas publicitárias na internet, com sede em São Paulo.

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