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17 Abril 2010

Games viram ferramentas de ginástica e terapia no Brasil

Quem já jogou Wiifit sabe que a brincadeira trabalha o corpo todo. Além de ser divertido, é uma ótima maneira de se exercitar. Para reforçar a idéia, veja a matéria da Uol.

Para muitos, videogames ainda são associados a uma diversão de pessoas sedentárias. A realidade, porém, é diferente e hoje em dia os jogos eletrônicos são usados como ferramentas de ginástica e terapia, incluindo aqui no Brasil onde já há até empresas dedicadas exclusivamente a produzir títulos focados na área de saúde.
Desde outubro de 2008 a clínica de Fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) adotou o Wii como ferramenta em terapias de reabilitação. A ideia veio do professor Fábio Navarro Cyrillo, que por sua vez se inspirou na Universidade McGill, do Canadá, que também usa o videogame como instrumento terapêutico.




Jogos como terapia

Enquanto vemos instituições adotando games como instrumentos de trabalho, há também no país aqueles que se dedicam a criar este tipo de jogo. Uma destas empresas é a FisioGames, fundada em julho de 2009 em Florianópolis. "Acreditávamos que poderíamos produzir jogos que não apenas divertissem mas que também promovessem o bem-estar humano, combinando entretenimento, educação e saúde", explica Daniel San Martin, diretor e produtor do estúdio. "Logo após ser criada, a empresa foi incubada no Pólo Santa Catarina Games e hoje integra a vertical da saúde da ACATE, grupo que congrega as principais empresas de tecnologias para saúde de Santa Catarina", conta ele.O primeiro e principal título da produtora é o "Funphysio", software para a área de fisioterapia que utiliza um joystick com sensor de movimento como controle e ajuda na recuperação de membros superiores. O game foi desenvolvido em quatro meses e teve apoio de Juliana Barcelos de Souza, Phd. em Fisioterapia.
No exterior, uma das iniciativas recentes que mais chama a atenção é o "Didget", para Nintendo DS, produzido pela Bayer - isso mesmo, a fabricante de remédios. Trata-se de um cartucho acompanhado de um acessório que é um medidor de glicose para portadores de diabetes. O periférico se encaixa na entrada de cartuchos de Game Boy Advance e atua em conjunto com o game, premiando o jogador com pontos extras conforme ele realiza os testes de glicose nos horários indicados.
Indicado para crianças, o "Didget" foi lançado em 2009 na Europa pelo preço sugerido de US$ 75 dólares e chega em maio aos Estados Unidos. No site oficial é possível ver uma demonstração do aparelho, permitindo inclusive escolher entre três versões distintas: para crianças, profissionais da área de saúde e pais de crianças com diabetes.
Fábio explica que "o console é utilizado como um recurso adicional ao programa de reabilitação, por exigir que os jogadores executem movimentos que ajudam a reconquistar o equilíbrio, coordenação, resistência e força muscular, além de estimular a atividade cerebral e aumentar a capacidade de concentração".

O principal game utilizado nos tratamento é o "Wii Fit", título da Nintendo que visa exatamente a ajudar o usuário a se manter em forma.
Além da UNICID, o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, também em São Paulo, e o Hospital Vita, em Curitiba, também são exemplos de clínicas no Brasil que utilizam videogames como formas de ajudar pacientes a recuperarem de problemas de saúde.

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