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29 junho 2010

Candidatos confirmam presença em primeiro debate na internet


A redação do Comunique-se publicou que Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) confirmaram presença no primeiro debate eleitoral história da internet brasileira, que será promovido pelaFolha de S. Paulo e o UOL no dia 18/08. O jornal e o portal anunciaram que os demais meios de comunicação terão acesso a cobertura do debate e que os veículos interessados poderão transmitir o áudio e o vídeo.




O debate vai começar às 10h30, horário em que a internet possui maior audiência, e terá duas horas e meia de duração, dividido em duas partes. A primeira será com os candidatos fazendo perguntas entre si. Na segunda parte, os presidenciáveis responderão as perguntas de internautas e dos jornalistas da Folha e do UOL.
Esse deve ser o primeiro debate a contar apenas com os três principais candidatos. Os encontros realizados por emissoras de rádio e TV devem contar com a participação de todos os candidatos de partidos que possuam representação no Congresso.



15 junho 2010

Oito em cada dez internautas brasileiros acessam redes sociais

Uma pesquisa realizada pelo instituto Nielsen e divulgada nesta terça-feira (15) indica que 86% dos internautas brasileiros ativos acessaram redes sociais no mês de abril. Essa porcentagem faz com que o país fique na liderança de um ranking em que constam nações consideradas desenvolvidas, como Itália (78%), Espanha (77%) e Japão (75%). Cada usuário brasileiro passou, em média, 5 horas e 3 minutos navegando em redes sociais no mês de abril.
O elevado índice de acesso a rede sociais, segundo o levantamento, ocorre em função da popularidade do Orkut, que iniciou as operações no Brasil em 2004. Para se ter uma noção de como se deu o crescimento da rede, o estudo divulgou que em setembro de 2005 – um ano e nove meses após a estreia da rede – metade dos usuários da internet no país acessava a rede social do Google.
Em comparação, o Facebook, que é a rede social mais acessada do mundo, ainda não faz muito sucesso no país. Cerca de 30% dos internautas brasileiros acessaram o Facebook em abril, gastando em média 1 hora e 46 minutos navegando na rede social.
A Itália é um dos países em que o serviço, criado por Mark Zuckerberg, mais cresce. No mês de abril, o Facebook teve mais audiência na Itália que nos três maiores mercados de língua inglesa do mundo. Países como Austrália, Estados Unidos e Reino Unido tiveram 63% e 62%, respectivamente, de acessos à rede social, enquanto a Itália teve 66%.

Crescimento de uso de mídias sociais
O estudo ainda aponta o crescimento geral no acesso a mídias sociais (redes sociais e blogs). Mídias sociais representaram cerca de 110 bilhões de minutos de acesso à internet em abril, ou seja, 22% do tempo gasto online por internautas.
Pela primeira vez, 75% das pessoas que usam internet acessaram redes sociais. Isso representa um aumento de 24% em comparação ao mesmo período – mês de abril – do ano passado.
Mostrando que as redes sociais estão em alta, três sites de mídias sociais estão no ranking de marcas mais valiosas do mundo: Facebook, YouTube e Wikipedia.

Redacao do UOL

05 junho 2010

Conheça a estratégia que levou a Apple a superar a Microsoft

Quer compartilhar com vocês essa matéria publicada na parte de tecnologia da UOL. Afinal, quem é que não gosta da maçã?

Empresas seguiram caminhos distintos: enquanto uma priorizou o setor corporativo, a outra sempre pensou no usuário final.

Por Network World/US

Na década que passou, a Microsoft adquiriu quase dez vezes mais empresas que a Apple e gastou, aproximadamente, um valor nove vezes maior em pesquisa e desenvolvimento que sua rival.
Mesmo assim, o preço da ação da empresa de Bill Gates permaneceu praticamente estagnado nos últimos dez anos, enquanto a Apple galgava posições a fim de ultrapassá-la como a companhia de tecnologia mais valiosa do mundo, algo que se realizou na semana passada.
Segundo o analista de investimentos da Dow Jones, Sameer Bhatia, a empresa de Steve Jobs obteve sucesso em uma área relegada pela Microsoft: a facilidade de uso. Enquanto esta se concentrou no lançamento de versões do Windows ou do Office, a Apple revolucionou o mercado ao criar o iPod, o iPhone e a o iPad.
Baseado na disposição a gastar dinheiro, a Microsoft teria que ser a mais inovadora das duas. Ela comprou 104 empresas na última década, a Apple, só 11. Consumiu 71 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, enquanto que sua concorrente, apenas 8 bilhões – segundo os dados do instituto de pesquisa Capital IQ.
Porém, adquirir corporações e torrar dinheiro em P&D não é garantia de inovação, afirma Bhatia em um post no blog do Wall Street Journal:

“Se uma companhia tem seu foco nas necessidades do usuário e no tipo de interação que ele deseja, isso é mais importante que o capital despendido ou as grandes aquisições”
O segredo da Apple não é promover grandes investimentos para se manter competitiva, mas “identificar e satisfazer as necessidades do consumidor”, diz o texto. Como resultado dessa estratégia, o preço de mercado da Apple aumentou em dez vezes nos últimos dez anos, na contramão da bolsa Nasdaq, que desvalorizou em 56%.




Foi em 26/05 que a fabricante do iPhone ultrapassou a Microsoft em valor de mercado, 223 bilhões de dólares contra 219,3 bilhões. Poucas empresas de tecnologia estão próximas a esses números, segundo a recente reportagem do Financial Times, de 31/03, que lista as 500 maiores. A IBM vale 167 bilhões de dólares, a AT&T, 153, a Cisco, 149, e o Google, 139 bilhões.
Na longa empreitada da Apple, seu último sucesso foi decisivo: o iPad. Em 60 dias, dois milhões de unidades foram vendidas.
Ser a empresa de tecnologia mais valiosa não é algo necessariamente bom, diz Bhatia. “O risco é maior. Uma vez que a arrogância infecte a gestão, a queda começa. Para o usuário final, esse ranking é irrelevante”. Steve Jobs concorda: "Superar a Microsoft não faz diferença", acredita ele.

Caminhos inversos

Se a Apple mantiver seu bom momento, no entanto, será difícil para a Microsoft alcançá-la, prevê o analista. Por muito tempo, a gigante dos softwares controlou o mercado devido à sua eficiência em criar soluções para o meio empresarial. “Usuários corporativos foram os primeiros a adquirir computadores e, por terem se familiarizado com o Windows em seu ambiente de trabalho, adotaram o sistema operacional em suas casas também”.
A Apple adotou o caminho inverso, atraiu consumidores domésticos com seus aparelhos de uso intuitivo e fáceis de manusear, como Macs e iPhones, e, agora, eles têm levado esses dispositivos para seus escritórios.
“Enquanto a maioria das empresas de tecnologia tenta abordar o maior número possível de produtos, os executivos da Apple parecem se orgulhar do pequeno número de produtos que oferecem”.


Ambiente fechado

Os engenheiros da Apple demoraram a tornar disponível o recurso de multitarefa para o iPhone, com a justificativa de que não queriam sacrificar a capacidade da bateria.

O modo como a empresa limita a internet para iPhones e iPads já foi comparado a estratégia falha da AOL, o que isola muitos usuários de ótimas ferramentas que a Web dispõe.


Mas esse sistema fechado tem funcionado. Além de ser seguro, os usuários preferem usar os aplicativos da loja virtual para verificar o clima do dia seguinte ou informações sobre itinerários a entrar em algum site específico a partir do navegador.
No caso dos Macs, porém, a proliferação de serviços baseados na Internet é algo muito vantajoso para a Apple. Muitos usuários já trocaram seus PCs pelos modelos da Apple, mas é difícil convencer os administradores de TI das empresas a fazer o mesmo; muitos softwares, servidores de mensagens e formatos só funcionam corretamente no sistema Windows. A computação na nuvem deixaria a escolha nas mãos de cada usuário.



Facilitar em vez de inventar

Em geral, a Apple se destacou mais por facilitar o uso de determinadas tecnologias do que por inventá-las:

“A obsessão maior é a experiência do usuário, liderar uma corrida tecnológica é secundário. Antes do iPod não era tão fácil baixar e guardar músicas, só com o iPhone acessar a internet pelo smartphone se tornou algo interessante; a Apple observou uma tendência e facilitou essa experiência, mesmo que não tenha inventado a música digital ou a internet nos celulares”

A lição da Apple para todos os CEOs de companhias tecnológicas é que as decisões quanto ao gasto com pesquisa e desenvolvimento ou com aquisições não devem ser tomadas por causa de uma pequena alteração no mercado.
“As empresas que perdem muito tempo pensando no que a última tecnologia é capaz de fazer ou quem a detém, continuarão brincando com a instabilidade dos negócios. Em vez disso, o melhor é descobrir o que os usuários querem fazer, mas ainda não podem. O investimento deve seguir esse caminho”, conclui Bhatia.